"Às vezes eu só preciso do teu cheiro do teu ombro para sentir que estou em casa e que estou segura.(...) A verdade é que às vezes não são as palavras que nos acolhem, mas é no silencio que nos conhecemos, nos aceitamos e juramos coisas que as palavras nunca vão conseguir dizer."
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
São árvores ao fundo, despidas de folhas. Com os seus troncos e ramos nus a cortarem no azul do céu. É uma casa grande abandonada com telhas verticais para os dias de neve. À volta da casa, blocos de cimento e ferros de ferrugem enferrujados. É um quintal abandonado com Amarguinhas. Oh! Amarguinhas, tão amarelas entre o verde vivo. Vivo de espécies alheias desta natureza "daninha" que ninguém sabe o nome. Mas hoje está sol. Hoje são varandas solarengas que ontem viram chuva e frio, frio e poerento. É uma ambulância ao longe. Hão-de ser carros a encostarem-se por ouvirem o eco do seu som entre os silêncios do ar. Vibrações que pairam por aí como se voassem. São apenas frequências. É o Sol que é tudo. Indiferente a estes nadas. A esta ambulância que passa, a estes carros, a este senhor de óculos fundo de garrafa que passa na passadeira... provavelmente vai à loja do cidadão. É um piscar de olhos que regista estes momentos como se fossem palaroídes a sairem do cérebro a todo o momento para algum lugar no mundo onde estão os perdidos e achados. É um piscar de olhos que existe porque pensamos nele. Nem sequer daríamos por ele se não pensássemos nisso. E...era como se nunca tivesse existido. É um olhar para fora, e "por dentro" como se alguém visse de fora. É esta ilusão de que nunca estou sozinha, que posso sempre voltar a encontrar-me a toda a hora, num novo começo, num novo desafio.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Casa de Campo
Quero uma casa no campo como elis regina,
Plantar os discos e os livros ,
E quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.
Plantar os discos e os livros ,
E quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.
Casa no campo com a porta sempre aberta para deixar entrar amigos,
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande a colcha predileta e um cão desobediente dorme em cima da coberta.
Quero uma casa completa
com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo para adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher,
Quero uma porta do outro lado da morte,
Ter porte de mulher forte quando a vida me escolher.
Quero uma casa no campo que cheire a flores e frutos,
A gomas e sugus,
A doces e sumos,
Cozinhar para quem quer comer,
Comer como sei viver,
Com apetite já disse que não quero emagrecer.
Comer de colher sopa,
Fazer pão,
Estender a roupa,
Eu faço pouco das bocas que me dizem para crescer,
Eu quero rasgar janelas nas paredes cujas pedras
carregar com as mãos que uso para escrever.
Casa no campo com lareira e fogo brando,
Que ilumina todo o ano,
O sorriso de quem amo,
Quero uma casa no campo que pode ser na cidade,
Mas tem de ser de verdade,
Mesmo não tendo morada…
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande a colcha predileta e um cão desobediente dorme em cima da coberta.
Quero uma casa completa
com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo para adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher,
Quero uma porta do outro lado da morte,
Ter porte de mulher forte quando a vida me escolher.
Quero uma casa no campo que cheire a flores e frutos,
A gomas e sugus,
A doces e sumos,
Cozinhar para quem quer comer,
Comer como sei viver,
Com apetite já disse que não quero emagrecer.
Comer de colher sopa,
Fazer pão,
Estender a roupa,
Eu faço pouco das bocas que me dizem para crescer,
Eu quero rasgar janelas nas paredes cujas pedras
carregar com as mãos que uso para escrever.
Casa no campo com lareira e fogo brando,
Que ilumina todo o ano,
O sorriso de quem amo,
Quero uma casa no campo que pode ser na cidade,
Mas tem de ser de verdade,
Mesmo não tendo morada…
Onde é que aprendeste o que é o infinito ?
Foi na contra-capa de um livro da Anita
Diz-me qual é o teu perfume favorito ?
Pão quente, terra molhada e manjerico
Foi na contra-capa de um livro da Anita
Diz-me qual é o teu perfume favorito ?
Pão quente, terra molhada e manjerico
Anda viver comigo
colamos o nosso umbigo
e não passaremos frio
no nosso lugar distante
colamos o nosso umbigo
e não passaremos frio
no nosso lugar distante
Como um filho, como um disco, como um livro, uma ave.
"Se sabes, e sentes, que és bom e dizes que és uma merda: então és mesmo uma merda. E das grandes. O mundo, se não sabes deverias saber, está programado para ajudar os coitadinhos, os fracos, os oprimidos, os deprimidos. O mundo ajuda toda a gente, compreende toda a gente – desde que essa gente compreenda o mundo. E compreender o mundo é muito simples: se dizes que és fraco o mundo ajuda-te, dá-te palmadinhas nas costas, diz-te “vá lá, não és tão mau assim, anima-te, vais ver que vais conseguir erguer-te.” Se, pelo contrário, disseres, porque é essa, de facto, a tua convicção, que és bom no que fazes, que és feliz no que fazes, e que és um gajo competente e altamente talentoso, então o mundo revolta-se. O mundo revolta-se contra ti. Chama-te arrogante, chama-te prepotente, chama-te vaidoso, ataca-te por todos os meios. E sem meios-termos. As maiores revoltas, os maiores ódios, são contra aqueles que se assumem bons – e não contra aqueles que se assumem maus. Mesmo que aquele que se assuma bom seja mesmo bom, vai ser atacado; mesmo que aquele que se diga mau seja mesmo mau, vai ser protegido. E agora diz-me: esta merda faz algum sentido?"
Pedro Chagas Freitas
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
At Last
Fica aqui uma das melhores canções de todos os tempos, sabe bem ouvir nestes dias de chuva :')
Bom Domingo!
sábado, 19 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Dispersar
Mais uma semaninha de trabalho e agora é ganhar energias para a próxima que aí vem!
É apenas 5 feira, mas eu continuo a achar que é 6 feira não sei bem porquê...aliás sei, é apenas a vontade do fim de semana chegar mais rápido.*
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